Romance Passional
A alma, em farrapos, tenda entender o elo que liga estas amantes tão antigas - Vida e Morte. E oscila na presssão que dá as teclas… ou nos pontinhos pretos elegantemente desarrumados numa folha de papel em branco; pois o que fica é tão somente a imaterialidade da alma, rabiscada na mente, sendo mera coadjuvante deste amor passional.
Restam apenas as lágrimas, que descem desesperadas pela face agora torpe… reflexo das comoções revoltadas nas entranhas, procurando uma nova geometria, enquanto a geografia se contrai em espasmos disformes… tal qual o término deste romance.
Deixo a alma se abraçar, num puro fragelo … enquanto a vida se perde tal qual um filme antigo em preto e branco… catapultada para um mundo sem fronteiras… livre dos elos materiais que a ligava ao passado…presente e futuro…sim futuro desse finito imperfeito ao qual o romance se deu.
Enquanto a vida entrega seu bilhete na estação do adeus, e segue viagem… num tempo atemporal, a alma vislumbra os momentos, nunca esquecidos, desta vida… entre risos e choro…entre abraços e brigas… entre cumplicidade e voracidade…existiu algo além deste amante ingrata - a morte, que por alguma razão desconhecida ao coração…quis esta vida só pra si.
Portanto, parei de tentar entender este romance… e não pensarei nesta amante passional, até que o gosto de seu beijo consuma esta alma.
Re…Elizabeth
(Rio de Janeiro / RJ, quinta-feira, 02 de setembro de 2010)
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