Re… Elizabeth

Riscos & Rabiscos

Medo de Amar

Enviado por Re...Elizabeth na categoria Filosofia do Cotidiano

Medo de amar? Pergunta incrédulo o coração. Sim… o medo de amar se instalou de tal maneira, que é fácil senti-lo nas entranhas.

Creio que o amor é feito de etapas, mas só em pensar na ansiedade da primeira etapa, ou seja, do primeiro encontro… no nervosismo dissimulado: tem tremor, suor frio nas mãos, gagueira… tudo consequència do medo da rejeição, que permanece até o veredicto, que pode demorar muito ou não… mas até lá haja coração.

Depois passa-se para a etapa da entrega… você se expõe, tira a máscara da defesa e fica nua… e vem o receio da aceitação, junto com borboletas na barriga… haja novamente coração até a superação. Creio que é no final desta etapa que se inicia a cumplicidade.

Daí inicia-se a etapa da felicidade plena, pois a cumplicidade é o elo entre o romantismo e a realidade…ela faz a ligação entre os defeitos, qualidades, diferenças, tesão… Assim, se bem trabalhado o amor fortalece, e o mundo pode até ser visto, em muitos momentos, através de lentes cor-de-rosa.

Mas chega a etapa fatidíca, da convivência rotineira… creio que seja onde se diz que “a lua de mel” termina… e onde se coloca o amor a “prova de fogo”. Se este ( o amor) foi fortalecido, vai se adaptar a esta nova vida e continuar sendo feliz, pois novos valores foram agregados; senão vai começar a enxergar apenas os defeitos…vai se negar a ver qualquer coisa, por mais que se tente mostrar ao contrário.

Daí chegasse numa nova etapa, e nesta existe uma bifurcação:

1 – Ou você enterra este amor mal-agradecido, sem nem saber porque acabou. E mais, sempre termina só de um lado, somente um coração desacerela… e você vai sentir dor sim… uma dor “doída”, que vai rasgar e deixar a alma com uma fratura exposta, num corte profundo… e pior, parece que não vai cicatrizar… daí só o tempo tem a resposta para você.

2 – Ou então, o amor se fortaleceu com a convivência.. e mesmo com as diferenças, continua escrevendo sua história.

Bem, voltamos ao início – o medo de amar. Mas, creio que tudo tenha seu tempo e, se já não dói tanto relembrar, se anseia por algo mais no seu cotidiano, se a música já faz sentido no viver, se o calor do sol já queima a pele de novo… precisa dele novamente – o amor.

Mas daí vem a pergunta: E passar por tudo novamente? Nascemos para amar, e mesmo que a haja resistência no início, não se pode recusá-lo para sempre. Vá…

Re…Elizabeth

(Rio de Janeiro/ RJ, domingo, 06 de maio de 2012)

*Respeite os Direitos Autorais.

Festa

Enviado por Re...Elizabeth na categoria Esculpindo o Amor


Na rotina do silêncio, enfastiado com a solidão e a mesmice do cotidiano, o amor se questiona: existe aqui um coração? Este (o coração) mergulhado na nostalgia, num sôfrego e descompassado bater, se diz enganado por esta emoção e protesta.

Afinal foi ele (o amor) que ousou inventar a tal felicidade, e ele ( o coração) se deixou levar pela propaganda de beijos e língua, abraços e promessas… despindo a vestimenta da tristeza, cobrindo-se então, com a fantasia da alegria.

Réu confesso que é, o coração, diz que nesta festa de comoções, foi rei… foi rainha… foi amante…foi amado… chegando a se engasgar em momentos sôfregos, que são concedidos aos apaixonados. Viveu plenamente, na companhia desta bem-aventurança, e tal qual poesia, liberou o coração e se entregou.

Ah doce ilusão de um coração enamorado… algum tempo depois, na madrugada da festa, como cordeiro num holocausto, viu-se abraçado a morte desta comoção. Assim, ante a calmaria que anuncia a tempestade, já não sorriu no coito…não gozou plenamente junto ao amante amado…e o soluço morreu na garganta, teimando em não ser parceiro nesta dor.

Hoje vive na sombra da aparência, onde o sorriso gela nos lábios e não chega ao coração…e você ( amor) ainda tem coragem de indagar minha existência?

E ele (o amor) responde, com a razão que só as comoções carregam: voltará a amar, quando menos esperar, a luz desta festa voltará a brilhar, e nem saberá como foi – só que é feliz!

Re…Elizabeth

(Rio de Janeiro / RJ, sábado, 05 de maio de 2012)

*Respeite os DIreitos Autorais

Cantarolando

Enviado por Re...Elizabeth na categoria Esculpindo o Amor

Foi o último verão para a solidão,
Pois o leito outonal se faz canção
E o inverno finda no coração.

E a primavera chega
Alimentando o romance
E o viver acalenta.

E a dona esperança
Aquela que nos faz sonhar
Pede licença para entrar.

Ouça! A felicidade começa a cantarolar
Ainda baixinho… temendo assustar
Aquele que acaba de chegar.

Deixe-se por ela abraçar
Sem receios, sinta ela chegar
E poder, enfim, te beijar.

Re…Elizabeth

(Rio de Janeiro – RJ. sexta-feira, 04 de maio de 2012)

Respeite os Direitos Autorais

Duo

Enviado por Re...Elizabeth na categoria Filosofia do Cotidiano

Quando já não houver mais amor e o respeito virar cinzas,será o adeus! Pois um não sobrevive sem o outro…é um duo…respeitar é acreditar que se pode partilhar sem invasão, sem egoísmo…apenas pelo prazer de respeitar.Que belo duo…um completando o outro.

Quem ama respeita e deixa-se respeitar…pois o amor não é passivo, é ativo. Portanto, quem ama respeita e valoriza…jamais esquece a pessoa amada. Saiba que o amor não é feito de palavras, e sim de atitudes!

Ah…Todos temos interesses, lógico, creio que nascemos mercenários… uns mais, outros menos, alguns nem o são – coisa rara; mas se existe este duo: amor e respeito…se doa com alegria, porque sabe-se que também é lembrada, e até se aposenta o lado mercenário do viver.

Mas, se você começar a se doar, e não tiver eco…saiba que resta apenas o funeral desta relação. Aproveite e escreva na lápide: o amor sucumbiu quando o respeito findou.

Re…Elizabeth

Rio de Janeiro, domingo, 04 de março de 2012.

Respeite os Direitos Autorais.