Vivo…vivo apaixonadamente, com as contradições de uma alma que nasceu quixotesca… e apesar de ser constantemente contrariada insiste em ser uma eterna sonhadora.
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Assim vivo, e ao viver ouso tecer renda. Meus riscos são linhas e o rabisco o bilro, onde teço quimeras recheadas de emoções. O que seria de minha alma se não existissem os rabiscos? Meu bilro, onde desenho o sorriso de escárnio da morte levando um amigo… a dor numa negativa de afeto… a cor e agonia da traição… a incoerência e o desassossego de uma paixão…
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Quixote de tantos moinhos, querendo apenas amar. Assim, sigo pela trilha da vida, rendilhando minha alma num turbilhão de sensações, brotadas no labirinto do coração… nascem fugazes e trazem os brilhos dos pequenos vaga-lumes, tentando clarear o caminho ou o atalho para o amor.
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Faço dos rabiscos minha trincheira entre dois mundos, onde de modo quixotesco, vivo em devaneio… sei que não existe nada real que não tenha um pezinho na fantasia, nem nada que, vindo da imaginação, não possa pisar de mansinho na realidade.
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Re…Elizabeth
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(Vila Velha/ES, segunda-feira, 24 de outubro de 2005)
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