De Itapoã vi barcos partindo para o mar,
navegando cheios de esperanças,
frágeis barquinhos desaparecendo
na aquarela do alvorecer.
Na Praia da Costa ouvi o tom das gaivotas,
o bater do coração no horizonte,
as ondas murmurando na areia
o leve rumor da brisa nas castanheiras.
Em Itaparica senti a força do mar,
cheirei a maresia no ar,
o odor da água salgada…
memórias de um verão que se findou.
.
Na Prainha senti o desfolhar da história,
pressenti as sombras do passado
nos pescadores, suados e cansados,
junto ao pôr-do-sol que dourava Vila Velha.
Virei-me e deparei com a noite aos meus pés.
Re…Elizabeth
(Vila Velha/ES, terça-feira, 31 de maio de 2005)
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