No roteiro da vida, muitas vezes ser protagonista enfraquece o roteiro. Pois não é todo filme que você é reconhecida pelo seu brilhantismo, e nem sempre seu ego recebe aplausos calorosos.
E, ser sempre diretora de suas próprias cenas já é complexo, imagina então aspirar ao papel principal.
Muitas vezes somos mera coadjuvante, mesmo acreditando que aquele filme não seria o mesmo sucesso, se você não tivesse feito àquela ponta.
Como coadjuvante não existe holofotes ou câmeras voltadas para você o tempo todo, é bem verdade, mas também não há críticas observando cada gesto seu… aguardando uma falha.
Como coadjuvante você não precisa decorar longos textos, incorporar personagens principais, e nem pode ser responsabilizado pelo fracasso de bilheteria. Até porque, a principio ninguém está muito interessado mesmo em você.
Ser coadjuvante é receber o vale transporte, e no final do filme o cachê; não precisa nem fazer um longo e complexo contrato.
E para ser coadjuvante é simples e fácil, só precisa se comprometer com aquilo que é capaz e não com o que esteja além, não se envolvendo num emaranhados de situações, onde não tem a certeza plena de seus talentos.
Bem… pode acontecer de ter que dar autógrafos por causa de seu desempenho, ser indicada pra um Oscar e também , e de quebra, ser convidada para ser protagonista do próximo filme.
Re…Elizabeth
(Vila Velha/ES, quarta-feira, 11 de maio de 2005)
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