Eu rabisco como os saltimbancos
na instigante tortura da arte viva,
levando riscos livremente aos sonhadores,
sentados nos primeiros bancos da vida!
Risco entre convulsões e arrancos,
dedilhando no velho tapete mágico
que se faz presente no teclado,
olho o coração entre gemidos,
girando na ponta dos meus dedos.
“Céus! Você não muda o rabisco!”
Protesta alto e claro, a voz de minha alma.
“Que tédio!” O coro das emoções clama.
“O que posso riscar de imprevisto?”
Digo… entrelaçando os dedos como súplica:
“Eu só sei amar… vivo apaixonada…
Sofro dores de amores, só isto!”
Re…Elizabeth
(Vila Velha/ES, quinta-feira, 23 de junho de 2005)
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