Ouso montar um quebra-cabeça com letrinhas empilhadas
querendo rabiscar, riscar, esboçar o encanto da vida.
Contorço os dedos no teclado, prendo a reticências,
solto o ar cheio de interrogações e transpiro
na sílaba próxima… ainda sem par
tentando equilibrar o verbo amar,
moribundo nos sinônimos,
em coma no presente,
entre exclamações
imperfeitas,
ansiando
o ponto
final.
Re…Elizabeth
(Vila Velha/ES, sexta-feira, 19 de janeiro de 2007)
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