A criança quando nasce se esparrama pelo chão. E sonha em seu mundo de fantasias… há de existir somente! E sonha… porque é isso que a mantém viva.
Ainda criança, acredita em suas idéias exageradas… briga por suas ilusões cheias de purpurinas, e coroa sua existência de conquistas… num bosque de bem-me-queres. E continua sonhando… aérea e romântica.
Quando jovem, é rebelde e vai à luta achando que sonhar é fácil, e que a realidade não passa de uma propaganda enganosa, que os adultos teimam em dizer que existe. Sonhadora… sua carruagem jamais virará abóbora.
Adulta ainda sonha… Quer ser poeta! E quixotesca, acredita no amor, honra, solidariedade, harmonia e paz, apesar de as pessoas dizerem que o mundo mudou… que é proibido sonhar… que o amor eterno acabou… e os sonhos também.
Da sonhadora que era… o que é agora? Não admite ser uma adulta frustrada, e nem ter seus sonhos guardados num baú empoeirado e esquecido, no sótão de seu ser… assim olha a criança, que brinca no chão sonhando com castelos encantados… e pergunta porque seu sonho tornara-se um ponto de interrogação.
Então escreve… pois teima em sonhar através de rabiscos. Talvez alguém leia seus rabiscos e lhe responda: Por que acabou? Por que algum infame matou os sonhos? Que país é esse? Não aprendemos nada ainda? Porque guerra e não paz?
E quer ser poeta… que boba você é…
Re…Elizabeth
(Vila Velha/ES, sábado, 21 de maio de 2005)
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