Vôo… como uma gaivota flutuando nos rabiscos das emoções do azul céu.
Vôo livremente… entregando-me…
Sinto o vento acariciar o sentido tátil do meu coração, como um afago acariciando minha alma.
E ao toque, sinto um turbilhão de ânsias ecoando em labirintos ainda não percorridos.
Ele abre meus portais e na aquarela inócua dos meus olhos, vai pintando cores… sinalizando o caminho… observando as reações do meu coração, a cada movimento.
Desnuda minhas reticências… e nesse diálogo que vai sendo delineado, ele decifra sentimentos que até então ignorava.
Juntos nesse vôo, são amantes… esculpindo, fecundando sentimentos que nem sabia estar repousando nos penhascos de meu viver.
Assim ele me faz forte, renascida qual Fênix…e juntos desenhamos um mar sereno em minha íris.
Re…Elizabeth
(Vila Velha/ES, quinta-feira, 19 de maio de 2005)
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