Qual máscara vestiu hoje? Toda manhã veste sua máscara primeiro, para depois dar bom dia ao mundo. Usa a máscara com consciência… com espanto… com dor. Mas apesar de usar uma máscara, não consegue encobrir o brilho do olhar, nem a sensualidade existente em sua boca.
Uma alma escondida, onde, há muito tempo, ludibria o brilho da vida! Séculos e séculos vivendo no sótão das emoções que, talvez, nem mais tenha o domínio de teus amores.
Numa viagem eterna de contemplações… não consegue discernir mais o devaneio da realidade… deixando as rédeas de sua imaginação reproduzirem com precisão a massa abstrata da alma. Nesta contradição vive e se permite retornar ao local do crime para evidenciar o erro.
Suas máscaras explicam a sua relativa ausência. Ludibria há tanto tempo os sentimentos, que somente transmite com clareza suas comoções, na veste silenciosa dos rabiscos. Neles, atravessa entre a vertente do pensamento e a criação dos riscos. Num tudo e nada… todos e nenhum… tanto e tão pouco.
Precisa (re)avaliar conceitos… pare de viver num outono verbal e deixe a primavera florir em sua paisagem, transformando e colocando paixão em seu universo.
Re… Elizabeth
(Vila Velha/ES, domingo, 20 de novembro de 2005)
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