A turbulência noturna
acorda o prazer carnal,
escoriando a abstinência.
O vazio da insônia rasga
a garganta… que proferi
o incendiário querer.
A resistência despida,
num ato, desapropria
os escravos pudores.
O corpo se embriaga
no absinto prazer…
derrubando muralhas.
E no ar quente do quarto,
o leito, desfeito, desenha
a libidinosa paixão.
Re…Elizabeth
(Rio de Janeiro/RJ, segunda-feira, 13 de outubro de 2008)
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