Sigo pela calçada da vida
entre um riso e uma rima
nos bares, de mesas vazias
embriagada por quimeras
deixando a alma delirar
no absinto das velhas garrafas
que vestem as prateleiras
das lembranças do viver.
E a história (re)começa
onde o tempo parou…
pincelando minha aquarela
com mil cores e amores
deixando na paisagem
a esperança singela
de que um dia alguém
ainda leia meus versos
e decifre meu querer.
Volto a clamar a esperança
que nunca desertou daqui…
e meu corpo, que fora lançado
pro ventre da terra impura…
acorda impregnado, do doce jasmin,
perfumando os versos de ternura
que regi esta manhã de magia
sem cometer nenhuma heresia!
Re…Elizabeth
(Rio de Janeiro/RJ, terça-feira, 11 de novembro de 2008)
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