Quando chega domingo,
âncoro no cais da paz…
onde frágeis barquinhos
…incansáveis, e suas redes,
zarpam, pescando almas,
que seguem pela feira
perseguindo o amor,
na contradição da dor.
Quando chega o domingo,
plaino no céu anil…
olhando a costa inteira,
um mar de gaivotas,
que mantém no olhar
a razão de lutar, sorrindo
ante a palavra, que ecoa,
ao vento, chega e consola.
Quando chega o domingo,
deleito-me no silêncio…
deixando as velhas cabeças
descansarem da labuta diária,
relaxando os dentes cerrados pelo medo,
deixando-se envolver pelas palavras,
mudas e antigas, de sabedoria
…que transpõe o mar de estar.
Quando chega o domingo,
meu coração se faz rio…
jorrando alegria…inundando a orla,
agregando-me ao rebanho do Criador.
E as palavras guturais saem firmes,
quando articuladas…cantam líricamente,
não se escondem mais atrás da boca,
e declaram seu amor ao Criador!
Quando chega o domingo,
meu oceano é Teu Mar…
e a paixão não se faz secreta
…é aberta…e clama o Teu Nome,
banhando-se nas águas límpidas
de Teu Amor e Louvor….
para que se cumpra na minha rota
a linha do Teu Amor… Meu Senhor!
Re…Elizabeth
(Rio de Janeiro/RJ, domingo, 09 de novembro de 2008)
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