Era uma vez… uma floresta não muito distante onde existia uma Alcatéia, e nela vivia o nosso amigo lobo mau… numa humilde toquinha. O lobo mau tinha uma alergia nata ao trabalho, assim vivia pela floresta perseguindo as lobinhas pra roubar docinhos!…e assim a vidinha dele seguia devagar.
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Um dia a fada madrinha chegou na Alcatéia (onde tinha a tal floresta ) e transformou a modesta toquinha do lobo mau numa agradável fazendinha, com sete ajudantes anões. Mas o lobo mau, expertinho, resolveu tirar proveito da situação e colocou um anão cuidando dos bichinhos…leia direitinho, é bichinhos e não bichinhas….aff… quatro anões controlavam todas as trilhas que passavam pela fazendinha e cobravam pedágio, enquanto outro afanava os docinhos, e o sétimo apenas cuidava da agenda do senhor lobo.
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Porém a fada madrinha, uma loba xereta, ficou espionando e quando viu o que o lobo mau estava fazendo na fazendinha, avisou ao lobo que se continuasse a agir assim transformaria tudo numa enorme abóbora!
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O tempo foi passando e o lobo mau nem aí pro aviso da fada madrinha…estava ficando gordo de tanto comer docinhos…e só queria saber de tocar guitarra…. enquanto os seus vizinhos trabalhavam, para guardar alimentos suficientes para passarem o inverno, que chegava.
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Quando chegaram as primeiras chuvas de outono, o lobo mau nem ligou e continuou a tocar guitarra, sempre ajudado pela sua inconsciência, o Grilo Falante.
Mas um dia a tristeza chega ao seu coração, porque acabaram os docinhos, e o lobo mau teve que se desfazer dos anões para conseguir sobreviver. E assim levou os anões a uma feira rural, para serem leiloados.
Quase chegando lá, encontrou um velho que lhe propos trocar os anões por uma mão cheia de feijões, que trazia no cesto. O lobo mau cansado de carregar os anões resolveu aceitar a troca, além do quê, estava faminto e achou que era um bom negócio. Quando regressou a toca sua alergia a labuta atacou e resolveu não plantar os benditos feijões, e foi descansar um tiquinho na rede, aliás, lugar predileto do lobo mau.
Quando sua barriga roncou alto…ele acordou assustadinho, e faminto saiu a caça de quem pudesse plantar os benditos feijões…. assim o lobo mau foi ter com os seus vizinhos, os três porquinhos, para que estes plantassem seus feijões. Mas os porquinhos vendo o olhar faminto do lobo mau escafederam-se…e restou ao lobo resolver de uma maneira diplomática a situação!…assim o lobo soprou a casa do porquinho brasileiro, depois de já ter destruído a casa de madeira do porquinho americano, e a casa de palha do porquinho mulçumano . A casa do porquinho brasileiro, apesar de ser num conjunto habitacional, tremia mas permanecia intacta (milagres acontecem) e nela abrigavam-se os três porquinhos.
Passando pelo local e vendo a falência eminente do lobo mau, João (um lobo mercador) perguntou ao lobo mau o que pretendia fazer afinal. O lobo mau dando uma de espertalhão, disse ao João que queria semear os feijões, pois sabia que quando o pé de feijão crescesse e atingisse o céu, conseguiria chegar aonde viviam uns tecelões responsáveis por criar os mais lindos tecidos do mundo. Os olhinhos do João Mercador brilharam, e este plantou o feijão pro senhor lobo!
Porém, quando João retornou tempos depois, o lobo mau estava saboreando uma bela feijoada!
…e o tempo passou…chegou o inverno…e o senhor lobo mau já estava azul de fome, então resolveu falar com o Pai Noel , para que este interferi-se junto a fada madrinha, para que esta desse novamente a sua mordomia, ops…fazendinha.
E prometeu ao velhinho que já estava de saco murcho, ops…vazio… e solitário, uma lobinha de capuchinho vermelho, como presente!
Nisto aparece um coelho a correr, com um grande relógio de ouro na mão e a gritar: estou atrasado! Cheio de curiosidade, o lobo mau esquece a negociata e segue o coelho…este se enfia numa toca e o lobo mau vai atrás…tem a impressão de cair até ao fundo de um poço. Porém qual sua surpresa ao chegar numa grande toca com muitas portinhas fechadas. Numa destas portas pequeninas o coelho entrou e a mesma se fechou. O lobo mau espreitou pela fechadura e viu um magnífico jardim.
Nesse jardim estava Pinóquio , que não querendo ficar de fora perguntou ao espelho mágico: Espelho meu, espelho meu, haverá alguém no mundo pior gestor do que eu? E o espelho relutante, pois já tinha pertencido a uma rainha louca, respondeu ser o lobo mau. O Pinóquio irritado decide transformar o lobo mau num cordeirinho, passando este a ser conhecido como lobo em pele de cordeiro.
Nisto o lobo mau ouviu uma voz vindo do fundo da toca : Quem quer casar com a dona lobinha que é bem bonitinha e tem docinho na toquinha? …aff…as grandes narinas do lobo mau cheiraram docinhos. A dita lobinha tinha uma fabrica de docinhos, a qual tinha trocado por um Príncipe Encantado de quem ela tinha se fartado. Depois de ter recusado o Ali-Bábão e os 40 Coiotes, não é que a lobinha olhou para o lobo mau e apaixonou?
Passado certo tempo…num domingo, o casal está passeando pela floresta, quando a lobinha viu que estava sem seu celular, e ficou apavorada ante a hipótese de Rapunzel ligar pedindo socorro!
- Lobinha sem celular…jamais! Não queria ser acusada de omissão de socorro!
O lobo mau ofereceu-se para ir buscar o celular, que remédio! Quando o lobo mau chegou a toca e viu os docinhos no caldeirão, meteu um pé, meteu uma mão e “cataploft“… pobre lobão, caiu no caldeirão!
Por coincidência apareceu o Gato das Botas e comeu o lobão, misturado ao doce de feijão!!!
Re…Elizabeth
(Vila Velha/ES, domingo, 13 de maio de 2007)
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