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Re… Elizabeth

Riscos & Rabiscos

Archive for the ‘Diário de Mulher’ Category

Sou MUlher

Enviado por Re...Elizabeth na categoria Diário de Mulher

Sou…

Como a luz que quebranta
peregrina pelo ar…e indefinida
espera, calmamente, o dia raiar.

Como o orvalho que umedece
com ténues gotículas..
a flor que logo acordará.

Como um rabisco sem rima
catando letrinhas ao vento
enquanto divaga a teclar…

Como sons que diferem no clamor,
e se unem na linguagem do amor..
num beijo, sem métrica, ou dor.

Como a solidez de um rochedo
que sangra diante da fragilidade
da água, que bate e volta sem cessar.

Como a força que me conduz…
tal qual marca sagrada e gravada
em cada palma de mão…

Sou Mulher!

Re…Elizabeth

(Rio de Janeiro/RJ, sexta-feira, 24 de abril de 2009)

*Respeite os Direitos Autorais

Carta

Enviado por Re...Elizabeth na categoria Diário de Mulher

Sabe, ser mãe é difícil, mais difícil que ser pai. …mas mãe tem algo único, que pai nenhum neste mundo jamais terá: parir!

Ah  quando você nasceu… eu renasci, pois Deus me abençoou com um lindo e maravilhoso filho! Você é o amor de minha vida, é a estrela que indica meu caminho…  foi… é…  e sempre será a razão de meu viver!

Eu te desejei muito antes de te consagrar… eu te amei muito antes de ver teu rosto pela primeira vez… eu me deliciei com sua voz, muito antes de saber que tom teria.  Eu te esperei nove meses, num puro prazer de saber que seria sua mãe!

Sou feliz em ser tua mãe…  e entendo que não seja feliz, algumas vezes, em ter-me como mãe! Sei que vou, num repente, da calmaria a tsunami… e muitas vezes sou mar, de gigantescas ondas em fúria, e qualquer gaivota que tente voar,  nestes instantes, rodopiam em voos alucinantes!

Sou feliz em partilhar minha vida com você… e entendo que não seja feliz, muitas vezes, em viver ao meu lado… pois, por vezes, escondo-me no abraço rústico do vento, viajando no sórdido silencio da lua… e qualquer estrela que tente brilhar, é escurecida por nuvens.

Mas delicio-me, em te observar, durante o caminhar do viver,  e creia… que rio se ri… choro se chora…  amo se ama…mesmo que minha face nada denuncie. Sabe de algo filho?…mãe tem a capacidade de derrubar lágrimas no coração e inundar a alma, por isso, muito de suas emoções passam desapercebidas!

Não sei rezar tão lindamente  como você, mas oro ao Pai por você, e sempre peço que Ele ilumine teu caminho… peço que Ele te consagre com o amor verdadeiro… peço que Ele te presenteie com uma familia como sempre sonhou ter, e que eu, infelizmente, não soube te dar… e  sempre peço ao Pai que te abençoe e te dê paz!

Enfim, poderia ficar aqui rabiscando eternamente sobre você… este não será o primeiro, e nem último, rabisco que farei para você… sempre foi, e sempre será, maravilhoso de se rabiscar… afinal és a grande razão de meu viver.

 Quero aproveitar e te pedir perdão… sei que não sou a mãe que muitos sonham em ter, mas sou tua mãe!…e nem tem idéia de como me orgulho em ter você como filho! Agradeço a Deus por ter deixado um anjo, sair do céu, e vir alegrar o meu pargo viver.

Já te disse que teu sorriso é contagiante?…deveria sorrir sempre… pois teu sorriso tem o dom de levar ao paraíso.

Que Deus te abençoe e ilumine sempre o teu caminho!

Te amo de montão!

Sua mãe….

(Rio de Janeiro/Rj, quinta-feira, 02 de abril de 2009)

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Embriaguez da Solidão

Enviado por Re...Elizabeth na categoria Diário de Mulher

Estou perdida  num rabisco alheio
procurando meu reflexo no espelho
pois a pouco ele estava lá…

Com a alma mergulhada no absinto
atravesso a noite embriagada…
dançando um bolero sem par.

Perambulo a madrugada  alucinada,
sondando até a curva do horizonte,
maldizendo a negra noite, sem luar.

Estou prostituída num momento
sem momento… dissolvida
no instante, encarcerada na dor.

Nas sombras da distância sobrevivo,
no contorno de lembranças vivo,
sigo enfraquecida no viver.

Sinto apenas o asfalto quente
sob os pés da minha saudade…
maltratando o amar, já sem ar.

Paro, enlouquecida no devaneio
nada mais ruge em mim…
só a mudez da solidão.

Re…Elizabeth

(Rio de Janeiro/RJ, sábado, 14 de fevereiro de 2009)

*Respeite os Direitos Autorais

Naufraga Humana

Enviado por Re...Elizabeth na categoria Diário de Mulher

Na música que rege o cotidiano
sou a flauta, desguarnecida de som,
que na alcova, da inércia madrigal
sucumbi nas ruínas das comoções.

Meu coração minguou…e silenciei,
nem a luz do sol, apaziguou a chaga.
E sigo qual naufraga  humana
nos intestinos da saudade.

Nas dimensões intoleradas desta utopia
sou imperfeitamente perfeita sem você,
tão somente um pedaço de barro
moldado ao acaso, no sopro do viver.

Re…Elizabeth

(Rio de Janeiro/RJ, domingo, 11 de janeiro de 2009)

*Respeite os Direitos Autorais