EnvieAlegria - Você enviando alegria para seus amigos!!! Clique Aqui e jogue 100% grátis e sem limites.
Visite nosso fórum e tire suas dúvidas Diversos editores legais para você personalisar seus recados e scraps Gifs animados para você usar em seu site ou enviar pelo orkut para seus amigos Imagens e Figuras para você enviar para seus amigos do orkut Diversos desenhos em ascii para você enviar para seus amigos Divirta-se com nossas piadas e envie para seus amigos Milhares de Jogos Online em fash para você jogar Envie Mensagens Virtuais para seus amigos Envie Cartões Virtuais para seus amigos

Re… Elizabeth

Riscos & Rabiscos

Archive for the ‘Filosofia do Cotidiano’ Category

Fel do Mel

Enviado por Re...Elizabeth na categoria Filosofia do Cotidiano

Já parou para pensar se você realmente aceita o outro? Não estou falando do outro sua familia, seu parente, seu vizinho… estou me referindo aos outros. O outro que pensa diferente de você, que ama diferente, que vislumbra diferente, que age diferente.

Por que sempre achamos que somos mais importantes que os outros? Por que só nós somos os mais bonitos, os mais capazes?

O que você é…  faz… pensa… está  visível, não somos tão artistas assim para nos ocultarmos constantemente, e contrariando nossa vontade, deixamos transparecer, e muito, nossos valores…  nossos defeitos… enfim nosso eu.

Me desculpem os especialistas, mas para uma sociedade mais sã não precisa muito: ama teu próximo como a ti mesmo! Mas espero que você se ame, pois muitos creio que se odeiam, pela maneira como tratam aos outros. A palavra chave é: respeito. Respeito pelo outro.

Não está na moda ponderar… algum dia esteve? Portanto, vemos de tudo: tem gente que precisa ser do contra, não interessa contra quem ou contra o que… tem gente que não aceita quem é do contra. Tem gente que tem um otimismo exagerado… tem gente que não acredita em tanta boa vontade assim.

Difícil? Não. Basta respeitar!

O homem é impressionantemente capaz de dificultar a arte de ser feliz. Ser feliz é simples. Basta se lembrar dos momentos realmente felizes de sua vida para comprovar este fato. Sorrir para os outros não nos machuca.

Olhe para o outro sem a tela do preconceito… sem o ar de superioridade, e veja o outro, mas enxergue realmente, ponha-se em seu lugar, nem é tão difícil. Tenho exercitado, caio aqui, levanto ali, mas creio que estou me esforçando para ser uma pessoa melhor.

Seja o que você é diante dos outros; não finja ser outra pessoa, e não fique paralisado diante dele… a melhor maneira de impressionar alguém é ser autêntico e espontâneo diante dele….pois a personalidade é para o homem como o perfume é para a flor…ímpar!

Sabe não costumo me entulhar de mágoas…pois os ingredientes são indigestos e provocam um mal-estar imenso. E também acho que é burrice persistir em tomar algo amargo…na doce ilusão que um dia o sabor mude, pois creia…por mais mel que coloque, o velho azedume prevalece.

E recentemente aprendi que o inteligente é não aceitar que pessoas me atinjam, a não ser por alguns instantes. Posso ficar sobressaltada, até chocada… mas passa. Nada que uma boa noite de sono não repare. .

Aprendi que quando absorvo algo indigesto, tenho que recorrer às descargas da alma para expelir o fel tão logo seja possível… assim, abro a janela e deixo que os ventos carreguem para o além, e não para os esgotos humanos, que acabam sempre trazendo de volta e poluindo tudo.

Se não fizer isso, “não há babosa, alho, folha de graviola, chá verde e promessa que resolvam”…

Re…Elizabeth

(Rio de Janeiro/RJ, quinta-feira, 23 de abril de 2009)

*Respeite os Direitos Autorais

Estagnado

Enviado por Re...Elizabeth na categoria Filosofia do Cotidiano

Meu olhar não quer ser vanguarda…. quer ficar inerte…nem andar para trás…. ou rumar em frente (quer paz).

O olhar esta inundado de partículas de pó, que foram aderindo pelo caminho…

Por isso estagnou…sabe que a poeira esta ali, esperando para ser retirada em forma de rabiscos.

As partículas vivem ali rimando por si só…arranhando o coração e a alma!

A maior parte do tempo permanecem paralisadas no reflexo das comoções…sem fluir no espelho do viver…

Ah…mas tem horas que  se embriagam, tal qual suicidas, nas minhas pupilas…estilhaçando o copo da memória.

Geralmente, é no primitivo vento das paixões, tornando a atmosfera quente, que surge a revolta…fazenda-as beijarem a secreção da chama, que jazia reprimida.

Amotinadas, fazem  (re)nascer teu nome…inundando o olhar num infindável querer…sem ter…e a chama revive amores, num tempo atemporal…

Mas perecem logo que percebem a quimera…e novamente o olhar ficar inerte…sem ser vanguarda…apenas parado na esquina da vida… rabiscando.

Re…Elizabeth

(Rio de Janeiro/RJ, quarta-feira, 18 de fevereiro de 2008)

*Respeite os Direitos Autorais

Persistência

Enviado por Re...Elizabeth na categoria Filosofia do Cotidiano

No  mapa traçado pela bússola da persistência
jogo, ao vento, as cinzas de meu passado…
enquanto transito no campo arado de meu ser.

Desfolho meu viver, na plantação de girassóis
que orbitam meu sol, deslizando no vale da esperança
…orvalhado pelo mistério das comoções.

Numa acrobacia etérea, enfrento a tempestade
da indiferença…equilibrando-me na lucidez,
e iluminando meu hoje, com os relâmpagos.

Colho os fragmentos que surgem no clarão do dia,
e sigo pela labuta do cotidiano…incólume…
na arte insana de conciliar os verbos amar e viver!

Re…Elizabeth

(Rio de Janeiro/RJ, segunda-feira, 08 de dezembro de 2008)

*Respeite os Direitos Autorais

Nossa Aquarela

Enviado por Re...Elizabeth na categoria Filosofia do Cotidiano

Na transparência noturna, brota a essência da música,  tocando o coração, que dispara,  fazendo a dança acontecer…e os acordes saem borbulhantes de uma orquídea selvagem… revestidos de plumagem, trazendo a harmonia caótica, existente no leito dos amantes, que fixam residência, nos grilhões mágicos da liberdade.

Esta é a nossa aquarela…pare, e ouça os gritos  que ainda ecoam na nossa tela… que surgi num estilete de luz, (re)nascendo num canto torto da vida, sem querer saber o porque da rotina… sobrevivendo, sem parar para refletir o desconforto da cama vazia, que depois do prazer, esfria…onde nem o bolor do gozo fermenta.

Nossos corpos são  meros operários de um desejo errante…e debutam o espaço inquietante, entre o real e o imaginário…equilibrando-se, precariamente, na  corda bamba e tênue, que separa os paralelos, num insano prazer.

E nesta eternidade…em toques encantados, nos mesclamos…fundindo passado e futuro…num milésimo de tempo, sem contabilizar…e o incomunicável deixa de ser contraditório, vira selo e profusão…numa fusão sem precisar de adptação.

Nos tocamos num bailado repleto de outono, onde germinam sementes numa identidade silenciosa, plainando em conquistas ondulantes, encarcerados no último átomo, que teima em não se misturar a poeira cósmica, e ressurgir Fênix, na penumbra do sol…na chama da lua….fechando as cortinas, deste ato, flamejante.

Nossa aquarela é pincelada pelo devaneio, e a rota que traça o mapa… são mãos algemadas, que tateiam a íris, surfando na onda…. com os pés resvalando a vulva da praia…para mergulhar em crateras oceânicas.

Seguimos exploradores, navegando pelo arrebol dos desejos… espalhando espumas que riscam céus, em ondas gigantescas de segredos.

Escute! Ainda ecoa no cais da alma, os gritos silenciosos que demos nos arrecifes afoitos de nosso mar. Eles imergem das correntes, onde descamam, as comoções inenarráveis.

E assim mergulhamos no horizonte, junto ao crepitar do sol, quando alcança o mar…deixando um rastro na janela do entardecer, nos dissapamos nas rugas da noite…com o vento varrendo os sons diacrónicos, de nossos gritos, dilascerantes de prazer.

Fomos tantos…um só…em vários momentos….fizemos parte da tela do dragão, fumando ópio, num caleidoscópio reverso do tempo, num hospício virtual.

Assino a aquarela… entre lágrimas e sorrisos, com a magia espreitando nas pontas dos dedos, sei que voltarei a rabiscar…por qual mar?… ah não ouso policiar, só quero captar a sintonia da tela branca, aguardando uma nova aquarela, onde pinceladas coloridas irão se entrelaçar….decifrando novos segredos, compartilhando o mesmo espaço…usando a mesma linguagem…sorrindo ante um mundo secreto, profundo e suave, de almas que se envolvem numa paisagem com destino certo, no universo de claros, e incertos, sentimentos.

E saiba que não consigo visualizar outro jeito, de rabiscar, uma longa espera, em um momento mágico!

Re…Elizabeth

(Rio de Janeiro/RJ, domingo, 02 de novembro de 2008)