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Re… Elizabeth

Riscos & Rabiscos

Archive for the ‘Traçando Rabiscos’ Category

Estrela Cadente

Enviado por Re...Elizabeth na categoria Traçando Rabiscos

Na magia das ponta dos dedos
espreita uma estrela cadente,
aguardando  o digitar doidivano
acordar as letrinhas, e poder viajar.

Na cauda reluzente da estrela
vertem os sonhos tão sonhados,
na nua insensatez da esperança,
misturados a vaga realidade…

E na tela do viver, surgem cores,
misturando-se a poeira do dia
fazendo surgir movimentos surreais
que florescem no mágico momento.

Lágrimas de emoção gritam no coração
…ah sou apenas uma sonhadora,
roubando quimeras do cotidiano
e rabiscando para não se sentir só!

Re…Elizabeth

(Rio de Janeiro/RJ, sexta-feira, 26 de dezembro de 2008)

*Respeite os Direitos Autorais

Mal Traçadas Linhas

Enviado por Re...Elizabeth na categoria Traçando Rabiscos

Um esboço que não queria riscar,
uma história inacabada no ar…
só motivos para tentar esquecer
e coloco-me a rabiscar…porquê?

Queria ter sido uma mera coadjuvante,
assistir a esta ebulição marcante
sem sentir, na pele, o vento cortante
tatuando o meu amor errante.

Juro que não queria ser protagonista,
de uma paixão marcada, não queria…
nem traçar estas mal traçadas linhas
das pompas fúnebres do amanhã.

Mas risco uma saudade sufocante
tal qual um compositor amante,
mostrando as rimas sofridas
de um ex amor…em meio a dor.

Re…Elizabeth

(Rio de Janeiro/RJ, quarta-feira, 03 de dezembro de 2008)

*Respeite os Direitos Autorais

Queria ser Poesia

Enviado por Re...Elizabeth na categoria Traçando Rabiscos

Se eu pudesse ser um rabisco, não sei que traçado teria…
se arrebatador ou silencioso… não sei… mas queria.

Queria ser gerada no âmago, em meio à imensidão infinita das comoções,
onde habitam os ingredientes necessários para se gerar um rabisco.

Queria nascer num tempo, no qual o próprio tempo não se inscreve…
através de códigos emocionados, fluir liberta do ventre da memória,
emergir em meio às palavras…atropelando o espaço de tempo.

Queria crescer numa miscelânea de rabiscos, brincar no tempero das emoções
num jardim repleto de camélias, orquídeas, jasmim e singelas margaridas.

Queria a juventude do rabisco, exalar o aroma de doces melodias,
lembrar a sinfonia de pequenos pássaros num alvorecer primaveril,
e penetrar nas entranhas da paixão, onde  a vestimenta  é pele.

Queria ser a sensibilidade do rabisco adulto, viver a essência do amor,
sentir as particularidades dos versos, a magia da transição…
enquanto o olhar decodifica o diálogo atemporal e silencioso.

Queria a sabedoria do rabisco maduro…sorrir para a vida sem barganhar,
em sintonia no jogo da cumplicidade e afinidade do ser e viver.

Re…Elizabeth

(Rio de Janeiro/Rj, quarta-feira, 19 de novembro de 2008)

*Respeite os Direitos Autorais

Razão na Demência

Enviado por Re...Elizabeth na categoria Traçando Rabiscos

Um rabisco nada mais é que o esboço de algo, que de alguma maneira, tocou quem risca… se o corrupto é belo, ou  tem encanto na mesmice do feio.. só a crítica de quem ler, poderá definir.

Mas creia, jamais será moral ou imoral… não existe moralidade na arte de rabiscar, somente na vida imperfeita, de quem se atreve a montar um quebra-cabeças de letrinhas.

Portanto, não ouse atribuir  ética… é imperdoável com os personagens que povoam o pensamento. Nenhum deles querem provar nada… são meras comoções, e  como tal, quando nao divergem… criticam,  ou se contradizem… são complexas e adoram divã de analista (no caso quem dedilha),  diria até que são atores… e ao abrirem o guarda-roupa do cotidiano…vestem o que lhes convém no momento.

Ah e são viciados em esboçarem um estereótipo línguistico, às vezes tão rebuscado, que  acabam exaurindo as artérias…  descarnando a vida, e injetando fel no simplório coração.Muitas vezes tornam-se tão prosaicos, que tentam colocar razão, onde somente a doidivana demência  reside. 

Mas não se enganem… eles tudo vêm… tudo sentem… e nas insônias palpáveis costumam sibilar canções, que traduzem as asas exauridas…. caídas do céu.

Temo pela sanidade deste mundo, pois quando não houver mais nenhum personagem povoando este ãmago… não conseguirei rabiscar… sem ar, morri.

Re…Elizabeth

(Rio de Janeiro/RJ, quinta-feira, 30 de outubro de 2008)

*Respeite os Direitos Autorais