Já parou para pensar se você realmente aceita o outro? Não estou falando do outro sua familia, seu parente, seu vizinho… estou me referindo aos outros. O outro que pensa diferente de você, que ama diferente, que vislumbra diferente, que age diferente.
Por que sempre achamos que somos mais importantes que os outros? Por que só nós somos os mais bonitos, os mais capazes?
O que você é… faz… pensa… está visível, não somos tão artistas assim para nos ocultarmos constantemente, e contrariando nossa vontade, deixamos transparecer, e muito, nossos valores… nossos defeitos… enfim nosso eu.
Me desculpem os especialistas, mas para uma sociedade mais sã não precisa muito: ama teu próximo como a ti mesmo! Mas espero que você se ame, pois muitos creio que se odeiam, pela maneira como tratam aos outros. A palavra chave é: respeito. Respeito pelo outro.
Não está na moda ponderar… algum dia esteve? Portanto, vemos de tudo: tem gente que precisa ser do contra, não interessa contra quem ou contra o que… tem gente que não aceita quem é do contra. Tem gente que tem um otimismo exagerado… tem gente que não acredita em tanta boa vontade assim.
Difícil? Não. Basta respeitar!
O homem é impressionantemente capaz de dificultar a arte de ser feliz. Ser feliz é simples. Basta se lembrar dos momentos realmente felizes de sua vida para comprovar este fato. Sorrir para os outros não nos machuca.
Olhe para o outro sem a tela do preconceito… sem o ar de superioridade, e veja o outro, mas enxergue realmente, ponha-se em seu lugar, nem é tão difícil. Tenho exercitado, caio aqui, levanto ali, mas creio que estou me esforçando para ser uma pessoa melhor.
Seja o que você é diante dos outros; não finja ser outra pessoa, e não fique paralisado diante dele… a melhor maneira de impressionar alguém é ser autêntico e espontâneo diante dele….pois a personalidade é para o homem como o perfume é para a flor…ímpar!
Sabe não costumo me entulhar de mágoas…pois os ingredientes são indigestos e provocam um mal-estar imenso. E também acho que é burrice persistir em tomar algo amargo…na doce ilusão que um dia o sabor mude, pois creia…por mais mel que coloque, o velho azedume prevalece.
E recentemente aprendi que o inteligente é não aceitar que pessoas me atinjam, a não ser por alguns instantes. Posso ficar sobressaltada, até chocada… mas passa. Nada que uma boa noite de sono não repare. .
Aprendi que quando absorvo algo indigesto, tenho que recorrer às descargas da alma para expelir o fel tão logo seja possível… assim, abro a janela e deixo que os ventos carreguem para o além, e não para os esgotos humanos, que acabam sempre trazendo de volta e poluindo tudo.
Se não fizer isso, “não há babosa, alho, folha de graviola, chá verde e promessa que resolvam”…
Re…Elizabeth
(Rio de Janeiro/RJ, quinta-feira, 23 de abril de 2009)
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