Desejo
Sou boca faminta
a mastigar o silencio
notívago da paixão.
Ardo em fogo… tendo
nas mãos labaredas,
ao dedilhar o corpo nu,
desperto de desejo.
Teu nome morre
na garganta seca…
enquanto um frêmito
orvalha a pele febril.
A noite ouve meus ais,
enquanto uma nuvem
enevoa o olhar…
e do alto do púlpito
de meu prazer, arfante
grito por você
…vestindo-me…
de um prazer solitário.
…até quando amor?
Re…Elizabeth
(Rio de Janeiro/RJ, quarta-feira, 07 de julho de 2010)
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