Cristais
Amanheceu chovendo,
e os cristais líquidos,
translúcidos…
deslizam pela janela
invisível de minha alma.
Acolho a chuva fininha,
como um banho, limpando
as telhas cobertas de musgos,
expulsando toda dor
que habita meu coração.
A muito que se fazer
em dias de chuva…
secar as goteiras…
que teimam em marcar
o solo fértil das emoções.
Então munida de inspiração
atrevo-me a teclar, sem pressa,
como os cristais desnudos
que escorrem lentamente…
nas fissuras das lembranças.
Fico ali absorta…
ouvindo o estalo contínuo
das gotas, infiltrando-se
nas rachaduras, dos sentimentos,
que compões minha história!
Re…Elizabeth
(Rio de Janeiro / RJ, quarta-feira, 11 de junho de 2008)
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