Outono
Ao longe, ouço o desmaio
das folhas bailando pelo ar,
e vão caindo…lentamente…
até no tapete dourado pousar
e os sonhos acobertar.
E mansamente escutar
…a prece do vento
…o lamento da chuva,
…o bailado dos pinheiros;
…recolhendo no parreiral
da vida, a uva adocicada
pelo tempo, e sem delongas
debruçar-se nas lembranças.
Lembrar de um furtivo olhar
e observar pelos vitrais boreais,
derramar sorrisos outonais…
Mas chega a névoa fria da manhã,
e as folhas em desalento
…no chão desabam…
aflorando a esperança do verde.
Criando a expectativa, da chuva
a terra molhar, e regar a calmaria interior,
num tempo de observar o eu…
…e de descobrir a alma em paz!
Re…Elizabeth
Luciana Rocha
Patricia Agostini
(Era uma vez…Orkut, quinta-feira, 23 de abril de 2009).
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