O corpo (re)clama…a alma implora,
no meio da noite, onde palavras são sussurros
e o instinto aquece as mãos, roçando na pele,
degustando formas, sorvendo cada gole…
nas palavras deixadas no mundo dos poemas,
onde a fêmea se esconde e clama sua companhia.
Os pensamentos passeiam, recolhendo as rimas
espalhadas em riscos e rabiscos…
dançando em câmera lenta nas palavras,
…deixando um mundo nas entrelinhas…
num enigma decifrável que revela carinho;
no entanto, sem pressa… se esconde nas reticências.
Entornando palavras, pinta o céu de azuis poemas,
deixando um desejo explicito em cada linha…
No sorriso malicioso, que brinca, em cumplicidade com o olhar,
saboreando avanços e recuos, despindo… e deixando indefesa
a frágil alma enamorada de uma mulher.
Re…Elizabeth
(Vila Velha/ES, domingo,15 de maio de 2005)
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