Doce Lembrança
Naquele domingo existia a cumplicidade,
entre um turbilhão de hormônios em ebulição
e o sol luminoso, e escaldante, do verão.
Naquele domingo o perfumado olor do mar,
a cigarra, cantando na pitangueira, no pomar,
deixavam a magia bailar, doidivana, pelo ar.
Naquele domingo a sensação de eternidade
era uma constante, na vida pulsante…
confundindo as conflitantes comoções.
Naquele domingo a timidez de uma mão
tocou, suavemente, a face em botão…
tinginda de rubro, igual ao coração.
.
Naquele domingo o amor feito de inocência,
se encheu de promessas… sem pressa…
…nem começo…e parecendo não ter fim.
Naquele domingo imortal à lembrança,
nasceu o amor feito e perfeito…
onde o beijo roubado foi desejado.
Naquele domingo vivi plenamente a vida
…tal qual a naturalidade do canto
da cigarra, nas tardes quentes de verão!
Re…Elizabeth
(Rio de Janeiro / RJ, domingo, 17 de janeiro de 2010)
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