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Re… Elizabeth

Riscos & Rabiscos

Palavras

Enviado por Re...Elizabeth na categoria Esculpindo o Amor

Há palavras que são coloridas
como a alegria de uma amizade.

Há palavras que dão esperança
como a luminosidade do amanhecer.

Há palavras que trazem a dor
como um  uma porta que se fecha.

Há palavras que acariciam ternamente
como as mãos do  homem amado.

Há palavras no leito dos amantes
mesmo que nele só exista o silencio

…de quem sabe  que ali esta tudo
e não precise mais das palavras.

Re…Elizabeth

(Rio de Janeiro/RJ, domingo, 11 de julho de 2010)

*Respeite os Direitos Autorais

Esperança do Abandono

Enviado por Re...Elizabeth na categoria Esculpindo o Amor

Aprisionaram a liberdade
roubaram os sonhos
e a vontade de amar.

E a dor gracejando
do abandono que restou
dilacera o coração.

Marginalizada, a vida
permanece desprezada
numa prateleira empoeirada.

E o mundo fragilizado rui
amaldiçoando a ilusão
que projetou o castelo.

Nada sobrou, nem a morte!
Esta ingrata abandona a culpa
num cenário inóspito e hostil.

E o amor vagueia desanimado
repleto de ressentimentos…
numa réplica imperfeita da solidão.

Mas a esperança é teimosa
e luta apaixonadamente…
não se deixando abater.

Clamando pelo fogo do verão
num convite ao olor primaveril
deita-se no dourado outonal.

Assim a carência que ruge
na aquarela invernal
descongela lentamente…

E o amor volta a imperar
nos corações dos homens
e a paz finalmente se faz.

Re…Elizabeth

(Rio de Janeiro / RJ, sábado, 24 de abril de 2010)

*Respeite os Direitos Autorais

Caminho de Casa

Enviado por Re...Elizabeth na categoria Fé & Religiosidade

Acho linda a saudação “feliz natal”, mas hoje prefiro dizer “preste atenção”!  Não sei dizer se foi o natal, ou eu, quem sofreu uma metamorfose. Ah… a quem estou enganando? Nem ouso indagar tal questão pois, no fundo, sei que fui eu quem mudou… meu corpo esta mais velho, minha cabeça mais cansada… a esperança se esvaindo…o natal não muda, não há como mudar o incontestável.

Mas Jesus morreu… e já não sei mais se aguardam seu nascimento… (re)nascimento que se dava a todo ano.  A idéia do retorno, de algo bom acontecendo… não sei mais, parece tão surreal… só  consigo ver o materialismo triunfando, o consumismo, individualismo, a violência,  nenhuma reverência a qualquer valor familiar, que dirá à deidade, tudo isto, enfim, que parece compor o início do século XXI.

Será o natal um grande engano?  Será que o natal se resume aos comerciais, que massacram minha mente, na televisão colorida? Ou será que o natal se resume aos recados deixados no scrap do orkut? Não sei…. pois se mergulho no fundo de mim mesmo, não encontro mais o natal.

De repente, deu uma vontade enorme de entrar numa igreja…assistir uma missa…cantar louvores… pedir perdão. Porque ainda creio, Senhor… é o que me resta. Não posso admitir que o cristianismo padeça…a fé (re)move montanhas, acharei o espirito natalino novamente.

Apesar da vontade de ir até uma igreja, sento-me na frente do computador e começo a teclar…uma parte de mim resiste, afinal  o que mudaria? Mas rabisco como uma oração…pois quero o natal de volta (se um dia o tive comigo), nem que seja por algumas horas, quero sentir o amor me tocar…. e trazer uma vaga lembrança de infância, onde o natal era uma constante…. e eu feliz.

Receio que este ano o natal entre em greve…e não consiga sentir mais a adorável sensação em minha alma, penetrando de maneira tão gostosa meu ser, deixando a paisagem interior repleta de serenidade, como quem encontra o caminho de casa.

 Temo pelo natal…  será que perdi o significado do natal de vez?  Será que não (re)nascerei com Ele?  Será que vou  me perder entre tantas árvores natalinas enfeitadas? Creio que os enfeites natalinos sejam como a maquiagem na mulher… não é que ela precise, mas realça e chama a atenção….ah o marketing comercial.

Os meus natais tinham algum sabor…mas o tempo é implacável… e os hábitos cotidianos fizeram-me esquecer que o natal é perdão…sim, natal é amor incondicional…é humildade… o resto passa…passa sim, tudo passa.

Sinto meus olhos marejados de lágrimas… ao sentir a angústia de não ter mais natais. Basta! Parem o mundo, quero descer…ainda resta-me um fio de esperança…o espirito natalino esta perdido em meu ser, mas posso achá-lo novamente…basta encontrar o altar interior, onde Jesus (re) nasce a cada instante, e deixar que Sua luz invada minha alma…fazendo a estrela de Davi brilhar novamente em meu coração!

(Rio de Janeiro/RJ, segunda-feira, 22 de dezembro de 2008)

Re…Elizabeth

*Respeite os Direitos Autorais

Promessa do Alvorecer

Enviado por Re...Elizabeth na categoria Riscos Matutinos

Aguardo no fim da madrugada
a noite se dissipar, a luz o breu
expulsar… e o dia inaugurar.

É tão linda a promessa .do alvorecer,
que chego a desejar que demore
…um pouco mais.

Enquanto espero o sol despertar, 
tento traçar uma rota
que aponte a inspiração.

Um mapa que seduz sem pressa,
pois sabe que a cidade em mim,
ainda esta adormecida.

A paisagem enamora Morfheu,
sem fazer o sinal da cruz,
pois não peca sonhando.

Neste ínterim, o  dia constrói o futuro,
mesmo sem estar de corpo presente…
e a utopia supera a selvageria.

Lá vai a esperança, de carona,
no arco teso que dispara setas
no horizonte do amanhecer.

Onde a paz sempre terá o amor de aliado,
o riso sempre terá a alegria de companhia,
o poder terá o querer (quase sempre).

Onde o beijo sempre almejará tua boca,
a idade sempre superará a experiência,
a convivência sempre estimulará a amizade.

E o dia nasce…repleto de luz,
celebrando o encantamento do viver…
refazendo a festa do óbvio, que mora no cotidiano.

Re…Elizabeth

(Rio de Janeiro/RJ, sexta-feira, 14 de novembro de 2008)

*Respeite os Direitos Autorais