Embriaguez da Solidão
Estou perdida num rabisco alheio
procurando meu reflexo no espelho
pois a pouco ele estava lá…
Com a alma mergulhada no absinto
atravesso a noite embriagada…
dançando um bolero sem par.
Perambulo a madrugada alucinada,
sondando até a curva do horizonte,
maldizendo a negra noite, sem luar.
Estou prostituída num momento
sem momento… dissolvida
no instante, encarcerada na dor.
Nas sombras da distância sobrevivo,
no contorno de lembranças vivo,
sigo enfraquecida no viver.
Sinto apenas o asfalto quente
sob os pés da minha saudade…
maltratando o amar, já sem ar.
Paro, enlouquecida no devaneio
nada mais ruge em mim…
só a mudez da solidão.
Re…Elizabeth
(Rio de Janeiro/RJ, sábado, 14 de fevereiro de 2009)
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