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Re… Elizabeth

Riscos & Rabiscos

Cúbica Química

Enviado por Re...Elizabeth na categoria Esculpindo o Amor

Numa profusão caótica, a rosa abre-se a velocidade do prazer… momento de ópio, onde o querer é tão intenso que dança na íris do amante… ignorando o vazio imenso, dos espaços, que giram ao redor.

Não sei em qual instante pousou no sorriso, prendendo a língua na cúbica química, sorvendo ais,  numa invasão insana, descortinando véus… embalando-se em gemidos  e abortando todo pudor.

A alma resignada, encosta-se no soluço da noite, enquanto o corpo alça vôo, levado por  pássaros que  arrebatam íntimas fronteiras, totalmente embriagados… pousando na bruma do desejo que resvala a geografia, num agonizante arroubo, alimentando doidivanas fantasias… jorrando do labirinto do êxtase.

Perdendo-se entre céus e infernos… numa  viagem incoerente… tal qual serpente… mordendo a vida e deixando uma dor pungente… envolvente… despojando sonhos da alma errante…

Mas abruptamente, assim como atou  nós… desfaz os laços, buscando alívio no vôo incerto do amanhecer, enquanto um esboço lânguido, de aprazimento, nasce na lágrima  que rola pela face… desaba na boca… e morre na garganta, junto ao grito que ninguém ouviu.

Num surto de inércia… cai a rosa ao chão, num caixão de paixão… ainda tão vivo no sinônimo de querer sem ter… na mentira da luxúria… sentindo dor… a dor de quem sente demasiado forte o que  não pode sentir.

Re…Elizabeth

(Rio de Janeiro/Rj, segunda-feira, 22 de setembro de 2008)

*Respeite os Direitos Autorais

Redoma Sutra

Enviado por Re...Elizabeth na categoria Alcatéia de Rabiscos

Escorre o desejo na noite … profanando a paz, e o corpo mergulha na luxúria… açoitado pela
paixão… espreitando a candura de prazeres sem limites.

Desperta escrava do querer… ávida de  tara… estremecendo ante o roteiro que faz a paisagem florescer.

Desperta fêmea faminta… enquanto mãos sorrateiras, e de um requinte urgente, deslizam pelo corpo…

Desperta plena, ao sentir  lábios sedentos… trilhando… deixando um rastro de fogo… tocando tal qual um beija-flor na intimidade da labiata… com tal intensidade, que se ouve cada poro clamar.

Desperta depravada… no íntimo passeio pela estrada do prazer… exalando  perfume, na ofegante espera da posse…

Desperta vibrante… num transe mágico… ansiando por um orgasmo voraz… e antes que a elegia infame arrebata murmúrios ofegantes, o mel salgado brota da pele congelando os pequenos raios solares.

Desperta a dama da noite, com seu perfume avassalador, pelas sombras despidas aos encantos do luar, em seu inebriante gozo…

Desperta acanhada, docemente inibida, ao ponto de adestrar um furacão, que se perde pelos cachos do pecado, espalhados pela pele do demônio…

Adormece entregue, invadida, irreconhecível…uma escultura surrealista, uma obra inacabada, uma fêmea contrabandeada pelas mãos  lascívias,  pela fronteira do prazer…

Celso Meirelles & Re…Elizabeth

(Coimbra/Pt - Rio de Janeiro / RJ,  quinta-feira, 11 de setembro de 2008)

*Respeite os Direitos Autorais

Jejum

Enviado por Re...Elizabeth na categoria Alcatéia de Rabiscos

Busco inspiração nos vestígios que ainda perfumam o corpo…
e encontro o que busco, através dos sentidos.
Sugo de ti o néctar do prazer, e aspiro do teu ser
a essência para o meu viver… que completa minha alma!

Se não fosse esta certeza, que nem sei de onde me vem
… não comia… nem bebia…nem falava com ninguém.
Apenas te olharia e tu saberias, que mesmo em jejum
estaria plena e entregue…em teus braços, amor…
Ah somente assim a vida acalma e vejo o lado, do lado de lá.

Querer e poder… .imensurável sentir, chegando ao ápice do desejo,
entregando tudo em poucos segundos, ao exercício pleno da paixão…
Onde as mãos acordam sons na carne… nota a nota… como poema
nos lábios presos… onde o corpo declama… vibrando…
envolvido qual acorde de um violino, afinado pela sedução!

As notas da paixão se propagam no ar… penetrando nos corações
e criando uma moldura de sedução, na tela do coito…
retratando toda a forma de paixão… mesclada com amor.
Onde os sons se confundem com gemidos, na luz que se apaga
no consciente… tornando-me mulher-fêmea… toda loba!

Os lençóis amassados… o corpo suado…denunciam a paixão!
Mesmo não estando mais ao meu lado, sigo te querendo…
…sendo carne… nua e crua… toda tua!
Pois estamos atados na trama que o amor teceu e ainda clama
e assim procuro no vazio… resquícios deste amor…

Tal qual criança… sereia… mulher… amante…tua fêmea!
Infinitamente loba e carente… jogo-me no leito lânguida
…preguiçosamente… e busco-te na tela da memória…
onde pintamos na paisagem, nossas descobertas…
… em cada gesto, cada olhar, cada carícia trocada.

Ah sentimentos entrelaçados, unindo o querer…
aquecendo os corpos e alimentando a fome de amor
num ápice da emoção…cheiros, toques… junção do morno sexo
latejante de prazer… febril, se oferecendo convulsivo,
enquanto mãos tateiam, provocando a dor do desejo.

…nada menos que, dois corpos, uma paixão, e pura sedução!
Contendo a suavidade no olhar, e o êxtase ao amar!
Brotando lágrimas, que se misturam ao suor
ante uivos num uníssemos de prazer…
…ensopando o lençol, impregnado de nosso cheiro.

…entrelaçados… deixamos tímidas as estrelas,
encabulamos o luar…iluminamos o breu da noite,
e saciados…adormecemos como amantes
…enamorados… de conchinha!

Re…Elizabeth
Milnês Rotilli
Ruth Maria

(Espaço Cibernético Orkutiano - Alcatéia, sábado, 12 de agosto de 2006)

*Respeite os Direitos Autorais

Espécime Gitana

Enviado por Re...Elizabeth na categoria Esboço Masculino

É um cigano e traz na pele
o sol escaldante da paixão,
seu olhar é um convite constante
à loucura dos grandes amantes.

É um espécime fascinante
pois mesmo antes de chegar
instiga à liberdade, aos desafios
de viver os extremos intensamente.

É a própria paixão,
e quem não souber o que é, sequer,
saberá que seu coração não se doma!
É o dono da sua razão.

Faz da realidade um véu da fantasia
num despetalar de bem-me-queres,
desfolhando o coração
de quem se atreve a ousar.

É a admiração de tantos olhares.
etéreo como a lua,
exuberante como a natureza,
ardente como o sol de verão.

É pura magia envolvente,
como a nostalgia de um blues,
a energia do jazz nas notas do sax,
a sensualidade natural do flamenco,
a mais pura sinfonia do prazer.

Re…Elizabeth

(Vila Velha/ES, segunda-feira, 14 de novembro de 2005)

*Respeite os Direitos Autorais